É o que nos parece. Eduardo Campos com seu ar doce e seus olhinhos verdes de (com o perdão da expressão, não me intimem para esclarecimentos) ‘’gato ladrão’’ nos enganou. Pelo menos ao meu ver, uma grande decepção. Calma, não estou atribuindo a uma pessoa, se bem que, estamos falando do nosso governador, mas ainda assim, não vamos atribuir apenas a ele, toda a responsabilidade, não é mesmo? Não! Vamos sim. Só de, comprovadamente, este ter nos prometido redução nos impostos referente à passagem do transporte coletivo, e ter sim, falado em licitação para o serviço de transporte público, e além de não se mobilizar neste sentido, pegar o caminho inverso, já nos é dada a legitimidade para jogar na sua cara toda a responsabilidade.
Jarbas também falou em licitação. Mas deste nós esperamos qualquer coisa, certo? É impossível não se sentir traído, já que o nosso atual governador tem um índice de aprovação tão grande pela população. Peraí, ele é de que partido mesmo? Partido...SOCIALISTA brasileiro. Realmente, ou nossos conceitos e princípios se perderam, ou foi o dicionário que ficou esquecido, porque em nada nosso querido governador é socialista. Na verdade, ele passou bem longe disso.
O transporte coletivo é um serviço público tido como essencial! portanto...para ser delegado é preciso que haja concessão, esta feia sob a luz da LICITAÇÃO. O que não ocorre.
Ou seja, como delegar um serviço ESSENCIAL para a sociedade, PÚBLICO, a um particular, sem nem mesmo oferecer a este concorrência perante licitação? Monopolizar, dispor, manipular todo um interesse social, onde na verdade, o grande compromisso com a prestação de tais serviços é do próprio Estado? Que neste caso pode sim, ‘terceirizá-lo’ desde que fiscalize o cumprimento de determinados requisitos. O que ÓBVIO não ocorre.
Trata-se de verdadeira exploração para o trabalhador. Só sabe quem espera 40 minutos por um ônibus quem vêm tão cheio ao ponto de passar mais uma hora em pé neste, parando em todas as paradas, porque claro, todo mundo esperou tanto ou mais e também quer chegar em casa após ser explorado pelo patrão, para antes disso passar no supermercado e ser explorado por este no preço do pão.
A verdade é que a questão não é Eduardo Campos, batalhão de choque, grande recife. A questão é a monarquia ditatorial disfarçada de democracia. Em que mundo é democrático ser obrigado a votar? Mas fica para nós um alerta: O voto é a fecundação da democracia, que só se desenvolverá perfeitamente e nascerá se acompanharmos nossos candidatos, cobrarmos! E quanto ao nosso governador o processo, pelo menos pra mim aqui se conclui: falácia. Uma pena.
O importante é abrir os olhos e lembrar que NÓS, POVO, legitimamos, ou seja, DELEGAMOS nosso poder soberano aos nossos representantes, portanto, NÓS SOMOS OS DETENTORES DO PODER NESTE PAÍS! Isso é DEMOCRACIA.

