sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quem legitima o que?

É o que nos parece. Eduardo Campos com seu ar doce e seus olhinhos verdes de (com o perdão da expressão, não me intimem para esclarecimentos) ‘’gato ladrão’’ nos enganou. Pelo menos ao meu ver, uma grande decepção. Calma, não estou atribuindo a uma pessoa, se bem que, estamos falando do nosso governador, mas ainda assim, não vamos atribuir apenas a ele, toda a responsabilidade, não é mesmo? Não! Vamos sim. Só de, comprovadamente, este ter nos prometido redução nos impostos referente à passagem do transporte coletivo, e ter sim, falado em licitação para o serviço de transporte público, e além de não se mobilizar neste sentido, pegar o caminho inverso, já nos é dada a legitimidade para jogar na sua cara toda a responsabilidade.

Jarbas também falou em licitação. Mas deste nós esperamos qualquer coisa, certo? É impossível não se sentir traído, já que o nosso atual governador tem um índice de aprovação tão grande pela população. Peraí, ele é de que partido mesmo? Partido...SOCIALISTA brasileiro. Realmente, ou nossos conceitos e princípios se perderam, ou foi o dicionário que ficou esquecido, porque em nada nosso querido governador é socialista. Na verdade, ele passou bem longe disso.

O transporte coletivo é um serviço público tido como essencial! portanto...para ser delegado é preciso que haja concessão, esta feia sob a luz da LICITAÇÃO. O que não ocorre.

Ou seja, como delegar um serviço ESSENCIAL para a sociedade, PÚBLICO, a um particular, sem nem mesmo oferecer a este concorrência perante licitação? Monopolizar, dispor, manipular todo um interesse social, onde na verdade, o grande compromisso com a prestação de tais serviços é do próprio Estado? Que neste caso pode sim, ‘terceirizá-lo’ desde que fiscalize o cumprimento de determinados requisitos. O que ÓBVIO não ocorre.

Trata-se de verdadeira exploração para o trabalhador. Só sabe quem espera 40 minutos por um ônibus quem vêm tão cheio ao ponto de passar mais uma hora em pé neste, parando em todas as paradas, porque claro, todo mundo esperou tanto ou mais e também quer chegar em casa após ser explorado pelo patrão, para antes disso passar no supermercado e ser explorado por este no preço do pão.

A verdade é que a questão não é Eduardo Campos, batalhão de choque, grande recife. A questão é a monarquia ditatorial disfarçada de democracia. Em que mundo é democrático ser obrigado a votar? Mas fica para nós um alerta: O voto é a fecundação da democracia, que só se desenvolverá perfeitamente e nascerá se acompanharmos nossos candidatos, cobrarmos! E quanto ao nosso governador o processo, pelo menos pra mim aqui se conclui: falácia. Uma pena.

O importante é abrir os olhos e lembrar que NÓS, POVO, legitimamos, ou seja, DELEGAMOS nosso poder soberano aos nossos representantes, portanto, NÓS SOMOS OS DETENTORES DO PODER NESTE PAÍS! Isso é DEMOCRACIA.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Madalena.

Era treze de novembro quando Madalena me deixou. Treze de novembro, mês onze, de um ano muito atípico: 1984. Ou seja. Uma soma de horóscopo muito complicada. Juntando dia, mês e ano, mais Madalena e todas as mudanças que fez brotar, você contabiliza a quantidade de suspiros que levei pra começar a cicatrizá-la de minha vida.

Quando a conheci, descobri que eu mesma era outra pessoa. E fui engravidando de mim, dia após dia, sentimento este que Madalena trazia pra mim em todos os seus gestos de carinho ou não. Estar com ela me satisfazia de uma maneira que tudo no mundo, até eu, era melhor do que antes e do que todos os seres.

Mas aconteceu. Oconteceu dela de ser de sagitário. Este é o perigo das pessoas desse signo. Tão doces quanto perigosas, e por mais desgraças que Madalena fizesse em minha vida, tudo era reduzido ao pó quando me abraçava, e eu pensava ''nada me faria deixar esse calor''. E de fato, nunca nada fora capaz de me trazer a baila, se quer, esta hipótese desastrosa. Eu era Amélia, submissa, escrava eterna de qualquer situação que pudesse existir, só pra estar ao lado dela. O problema é justamente esse, Sagitário não vai embora, não se despede. Mas perde a frequencia, e aos poucos, Madá era só matéria perto de mim. Já jantou, não quer ir à praia, já viu todos os filmes da estante. E uma geladeira se transporta pro lado direito da cama. Até que você tem que deixar o sagitariano, porque ele não tem coragem de ir embora de fato.

Estive doente por ela todos esses anos, e sua partida não me matou, nem me curou, mas aumentou uma ferida que sempre existiu junto com o medo de perdê-la, uma verdadeira metástase. Até que hoje percebo que esse tanto amor que eu nutria não era exatamente por ela, e sim por quem eu era junto dela, e vi o que sou não partiu, junto com o princesa do agreste que a levou. Por bem.

Agora, ex cativo, vejo: que bom que partistes, ferrenha obsessão, triste de quem diz que o amor é cego, por que verdadeiramente o pior cego é este: o que não quer ver.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O mundo inteiro de alguém.


Pra gente é só um buraquinho no chão, e pras formigas um universo inteiro. Quem garante que nós não somos um buraquinho no chão de alguém? quanta pretensão achar que o ser humano conhece o universo inteiro, né? e que ele se resume a nossa possibilidade de cognição.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fera

"Morena bela
Pra que ser tão bela assim?
Tanta beleza é ruim
Quem te vê se desespera
És uma fera
Não quero te ver jamais
Gente assim Deus é quem faz
E o Diabo é quem tempera

Ah, quem me dera
O teu beijo não ser doce
E se teu semblante fosse
Igual ao da besta- fera
Pura quimera
Morena do traço fino
Por azar do meu destino
Tu não és uma megera

Quem sou, quem era
Já brinquei Maracatu
Hoje eu sou um papa- angu
Com a cara de pantera
Quem te venera
No final fica perdido
Como um vulcão esquecido
No fundo de uma cratera

Olhando a esfera
A cigana me falou
Que se perdido eu estou
Meu destino não se altera
Carrego a fera
Que do céu já estou expulso
E hoje, nem que seja a pulso
Levo pra minha tapera"


Mestre Ambrósio - Terceiro Samba

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Cavalo de Troia.

Outrora insinuaste ser nocivo à minha paz,

Idgnada, discordei.

Eras tu, minha paz.

Hoje proclamo:

És essencial a minha paz,

Mas não quando te fazes presente,

A presença de tua ausência,

Tem sido meu presente de paz.

O liame entre

A paz, ausência e presença,

Sutil se faz.

Do mesmo modo que

Nos perdemos entre o que de fato sentimos

E o que nosso imaginário afetivo e poético

Nos leva a crer que levamos dentro.

A distância entre fantasia, e amor carnal,

É a diferença entre a verdade e a mentira,

Depende apenas da ocasião, do interesse e do ponto de vista.


E da cara de pau de cada um...ou de sua competência pra artista. haha!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Das refutações.

O que as coisas são
antes das coisas serem coisas,
pra gente?

o que é a gente
antes da gente
ser gente
e supor saber o que é,
gente?

o que são,
e o que é,
as coisas
e as gentes?

o que é que a gente sente
antes de saber o que é
s e n t i r,
s e r,
c o i s a,
g e n t e ?

aspiro ver o mundo com os olhos de
um menino
que nunca foi menino,
que nunca foi semente,
que nunca será gente,
nem agente,
nem coisa.

Dedicado a Ian Farias, que verá o mundo com os olhos do amor. Titia.