Eu conheço os teus passos
Teus caminhos, desconfio
Percorro a língua em tua (estrada)
Busco o céu (da boca) de tua chegada
Sinuosa
Silhueta
Amplamente desbravada
Ardentemente conhecida
Incansável percorrer
De mistério
Fogo
E dança
Que fazendo que não faz
Adormece em (pequena) morte
e grandiosa entrega.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Aprendizagens
Pro amor e pra vida ninguém tá pronto
Mas desses não foge ninguém
O amor e a morte são encontros inevitáveis:
Pro primeiro o desencontro é saudade
Da morte o desencontro é sorte
Pro amor, pra vida e pra morte não há receita
Nem remédio
A vida nos cura da morte
Já o amor nos cura do tédio
(Domingo, 9 de outubro de 2016)
Mas desses não foge ninguém
O amor e a morte são encontros inevitáveis:
Pro primeiro o desencontro é saudade
Da morte o desencontro é sorte
Pro amor, pra vida e pra morte não há receita
Nem remédio
A vida nos cura da morte
Já o amor nos cura do tédio
(Domingo, 9 de outubro de 2016)
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Vício
Aqui, algo me atravessa
Feito espada fria e cintilante
Cruza e corta a carne do que sinto
Me tomando em grandes goles
Feito dependência
E feito vício me incendeia
Transitando entre vontades
Aqui em mim está impressa
A dependência que me leva
E me põe na contramão de mim mesma
Feito devaneio
Ou Ilusão.
(Sexta-feira, 12 de agosto de 2016)
Feito espada fria e cintilante
Cruza e corta a carne do que sinto
Me tomando em grandes goles
Feito dependência
E feito vício me incendeia
Transitando entre vontades
Aqui em mim está impressa
A dependência que me leva
E me põe na contramão de mim mesma
Feito devaneio
Ou Ilusão.
(Sexta-feira, 12 de agosto de 2016)
Fascínio
De perto te vejo distante
E observo teus trejeitos
Daqui contemplo tuas mãos
Que levam vagarosamente
O álcool até tua boca
E observo teus trejeitos
Daqui contemplo tuas mãos
Que levam vagarosamente
O álcool até tua boca
Observo cuidadosamente também
Teus dedos e anéis
Batucando um sambinha na mesa de metal
Teus dedos e anéis
Batucando um sambinha na mesa de metal
Daqui vejo teu cabelo prateado
E teu olhar de sorriso rarefeito:
Deixando o ar inebriado
E teu olhar de sorriso rarefeito:
Deixando o ar inebriado
Teu olhar frio - feito a mesinha de metal
Faz o meu coração entrar em ebulição
Quando cruza com o meu
Faz o meu coração entrar em ebulição
Quando cruza com o meu
E mesmo sem desejar
Eu volto mais uma vez a te procurar
Só pra assistir teu copo passear
Pairando no ar até te beijar
(sexta-feira, 12 de agosto de 2016)
Eu volto mais uma vez a te procurar
Só pra assistir teu copo passear
Pairando no ar até te beijar
(sexta-feira, 12 de agosto de 2016)
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Quarenta e quatro
O burguês opressor
Quarenta e quatro horas semanais (e mais)
Das oito às dezoito
E o repouso: - dispensável se faz!
O burguês opressor
Sutilmente toma o subordinado oprimido
Com a força moto-contínua
De um rolo compressor
Atropelando um comprimido.
Quarenta e quatro horas semanais
(E mais).
(terça-feira, 2 de agosto de 2016)
Quarenta e quatro horas semanais (e mais)
Das oito às dezoito
E o repouso: - dispensável se faz!
O burguês opressor
Sutilmente toma o subordinado oprimido
Com a força moto-contínua
De um rolo compressor
Atropelando um comprimido.
Quarenta e quatro horas semanais
(E mais).
(terça-feira, 2 de agosto de 2016)
Primavera Visceral
Do lado esquerdo deste peito
entre o seio transverso do pericárdio
e o arco da aorta
em movimentos involuntários
explodem primaveras viscerais
Bem aqui do lado esquerdo deste feito
quase que por fisiológica necessidade
sentimentos e palavras percorrem dentre os vasos
onde de dentro transbordam
e flutuam em espirais
Aqui dentro neste entranhado peito
mora uma poesia que já nasce anarquista: fêmea, divina, e marginal!
Entre estas veias correm sem qualquer limiar ou pudor
algo intenso místico e profundo sem qualquer governo
aqui onde explodem sentimentos e palavras venerais
Nas cavidades anatômicas deste pleito
nessas estranhas entranhas algo soa tão sereno
silenciar minhas palavras é tomar do meu próprio veneno:
é morrer aprisionando o que já nasce livre e pleno
aqui onde explodem primaveras viscerais!
(quarta-feira, 13 de julho de 2016)
entre o seio transverso do pericárdio
e o arco da aorta
em movimentos involuntários
explodem primaveras viscerais
Bem aqui do lado esquerdo deste feito
quase que por fisiológica necessidade
sentimentos e palavras percorrem dentre os vasos
onde de dentro transbordam
e flutuam em espirais
Aqui dentro neste entranhado peito
mora uma poesia que já nasce anarquista: fêmea, divina, e marginal!
Entre estas veias correm sem qualquer limiar ou pudor
algo intenso místico e profundo sem qualquer governo
aqui onde explodem sentimentos e palavras venerais
Nas cavidades anatômicas deste pleito
nessas estranhas entranhas algo soa tão sereno
silenciar minhas palavras é tomar do meu próprio veneno:
é morrer aprisionando o que já nasce livre e pleno
aqui onde explodem primaveras viscerais!
(quarta-feira, 13 de julho de 2016)
quarta-feira, 6 de julho de 2016
A fuga e o deleite
Ela pensava:
Quem és tu?
De onde vens e pra onde vais?
Quais teus devaneios e desejos?
Como podes me pedir tão pouco
Como ao passo que me desconheces
Podes penetrar tão profundo em meu mundo?
A fuga,
O olhar que se desencontra propositalmente
Os cabelos que emolduram um olhar que se esconde
Pelo receio da descoberta
Da doce descoberta do despertar
Que imprime uma verdade que nada pede,
Mas que tudo entrega
É noite amarelo-âmbar nas sete colinas
É noite fria e rouge carmim
Mas é a noite que todos os deuses e deusas
se põe ao acaso do encontro
Aflitos, consoladores e não menos sedutores
Sabia que seus olhos falavam
Sabia que ele lia olhares
E por tal motivo o jogo fugidio e ébrio se fazia
Pois sabia que quem lesse seus olhos
Em sua alma penetraria
E por isso fugia
Fugia pois ele lia
E porque o próprio jogo de fuga lhe satisfazia
Pois a revelação seria
Um golpe de faca em si mesma
tornando sua poesia moeda sem valor
sem mistério e sem ardor.
Quem és tu?
De onde vens e pra onde vais?
Quais teus devaneios e desejos?
Como podes me pedir tão pouco
Como ao passo que me desconheces
Podes penetrar tão profundo em meu mundo?
A fuga,
O olhar que se desencontra propositalmente
Os cabelos que emolduram um olhar que se esconde
Pelo receio da descoberta
Da doce descoberta do despertar
Que imprime uma verdade que nada pede,
Mas que tudo entrega
É noite amarelo-âmbar nas sete colinas
É noite fria e rouge carmim
Mas é a noite que todos os deuses e deusas
se põe ao acaso do encontro
Aflitos, consoladores e não menos sedutores
Sabia que seus olhos falavam
Sabia que ele lia olhares
E por tal motivo o jogo fugidio e ébrio se fazia
Pois sabia que quem lesse seus olhos
Em sua alma penetraria
E por isso fugia
Fugia pois ele lia
E porque o próprio jogo de fuga lhe satisfazia
Pois a revelação seria
Um golpe de faca em si mesma
tornando sua poesia moeda sem valor
sem mistério e sem ardor.
Assinar:
Postagens (Atom)